# Natanael Diniz

A sensibilidade

15 de Maio de 2017 às 21:56

Caros leitores, em nossas vidas estamos cada dia mais inseridos num turbilhão de informações, sensações e percepções das situações que nós vivemos. Em nosso dicionário Aurélio, a palavra sensibilidade apresenta a definição de qualidade de sensível, faculdade de sentir, propriedade do organismo vivo de perceber as modificações do meio externo ou interno e de reagir a elas de maneira adequada. Sendo assim, temos um leque de possibilidades para entender e viver de maneira plena nossa sensibilidade, seja ela em nossas práticas diárias, seja ela em nosso interior.

Partindo dessa realidade de que sentimos muitas coisas e absorvemos muitas delas, precisamos encarar de que a ternura do ser sensível  é muito importante nas relações que vivemos, seja ela profissional, amorosa ,e familiar.

Certos acontecimentos que exigem de nós uma postura mais firme e decisiva não nos impede de sermos sensíveis ao outro, e a sua própria história de vida.  Na seara do “ eu” muitos egos necessitam de ajuda, acompanhamento e acima de tudo de compaixão ao que outro necessita. Nosso mestre Jesus, é um exemplo nato de que não podemos sentir pena, dó, precisamos ser compassivos, ajudar aqueles que estão dispostos a uma abertura que podem fazer a diferença em uma nova postura de vida.

Nossa sensibilidade deve ser muito bem cuidada. Os artistas: cantores, pintores, escritores são modelos de sensibilidade na sua mais alta grandeza. São capazes de abstrair uma realidade feia, problemática, em objeto de prazer e deleite aos olhos de quem vê e sente, afinal a propriedade do encanto passa pela sensibilidade que temos.

Cientes de  que vivemos muitas situações delicadas não podemos perder esse ser apto a sensibilidade jamais, pois com ela ganhamos uma nova forma de ver as pessoas, e o próprio mundo.

Em outra vertente da sensibilidade é a tarefa de se sensibilizar com questões essenciais: educação, saúde, moradia, lazer e outros. Não podemos negligenciar esses direitos, pois com eles podemos ter uma vida mais digna e feliz.  Nosso país enfrenta uma série crise, não só de ordem econômica, mas acima de tudo uma crise ética, que engloba vários setores da sociedade para um novo pensar e um novo agir. E isso exige de nós muita sensibilidade para enfrentar os desafios.

O caminho é árduo, mas nesse sentido temos que sair da zona de conforto e como cristãos que somos repensar nossas atitudes e gestos, e só por meio de uma sensibilidade maior vamos atingir uma vida melhor. Assim seja!