A jovem Priscila Lacerda Custódio, de 24 anos, natural de Perdizes (MG), foi morta com um tiro na cabeça na noite de terça-feira, 27/10, nas proximidades de uma propriedade rural às margens da rodovia Cândido Portinari (SP-334), no km 463, no município de Rifaina (SP).

Segundo informações do boletim de ocorrência, o crime teria ocorrido após uma discussão entre a jovem e um produtor rural de 62 anos, com quem ela mantinha um relacionamento amoroso. Após o disparo, o suspeito teria fugido do local em uma caminhonete Toyota Hilux que havia sido devolvida pela vítima pouco antes.

Conforme o registro policial, o homem teria exigido que Priscila devolvesse uma caminhonete Toyota Hilux de sua propriedade e orientado a jovem a comparecer a Rifaina.

Segundo a PCSP, a vítima temendo pela própria segurança, Priscila pediu que o irmão e uma amiga a acompanhassem. O irmão conduziu a Hilux desde Perdizes, enquanto a jovem e a amiga seguiram em outro veículo.

Por volta das 21h00min, ao chegarem à entrada da propriedade rural, eles teriam sido surpreendidos pelo suspeito, que estava em um Toyota Corolla branco e acompanhado de aproximadamente seis a sete homens, distribuídos em veículos diferentes.

Segundo o boletim de ocorrência, iniciou-se uma discussão. O homem teria acusado Priscila de ficar com seu dinheiro e exigido que ela entregasse o celular. Ele também teria questionado uma viagem recente da jovem a Sacramento (MG), insinuando que ela teria ido encontrar outro homem. Priscila, por sua vez, teria explicado que acompanhava a mãe.

Durante o desentendimento, a jovem afirmou que queria ir embora e não desejava mais manter o relacionamento. Ainda conforme os relatos, diante da situação envolvendo o aparelho celular, o suspeito teria sacado uma arma de fogo e efetuado um disparo contra a cabeça de Priscila.

Após o disparo, o irmão de Priscila correu para se proteger, pois o suspeito também teria apontado a arma em sua direção. Na sequência, o homem entrou na caminhonete Toyota Hilux e fugiu do local.

O irmão socorreu a jovem, colocando-a em um Volkswagen Gol branco, de propriedade de outra pessoa, e a levou ao hospital de Rifaina. Apesar dos esforços da equipe médica, Priscila não resistiu à gravidade do ferimento e morreu.

A Polícia Militar foi acionada e os militares compareceram à unidade hospitalar. Posteriormente, seguiram até a propriedade rural do suspeito, onde encontraram apenas o neto dele, que, conforme o registro policial, demonstrou surpresa e preocupação com a situação envolvendo o avô.

Uma mancha de sangue encontrada às margens da rodovia foi preservada para a realização dos trabalhos de perícia técnica.

A amiga também relatou à polícia que, durante uma agressão ocorrida dias antes do crime, o suspeito teria ameaçado impedir que Priscila retornasse a Perdizes (MG), além de afirmar que daria um tiro na cabeça dela.

As circunstâncias do crime seguem sob investigação da Polícia Civil.