# Natanael Diniz

A Defesa da VIDA

10 de Agosto de 2018 às 08:08

No início desse mês de agosto o Papa Francisco adotou uma medida histórica, ao modificar o catecismo da Igreja para declarar “inadmissível” a pena de morte e incluir como compromisso de lutar contra a mesma em todo mundo.

Em nosso país não temos tal penalidade fatal, porém vivenciamos uma onda de intolerância sem precedentes e sucessivas situações que atentam contra a dignidade da pessoa humana. Não podemos radicalizar nossa ação apesar de toda violência e crimes que chocam a opinião pública. O debate é essencial, porém precisamos diante disso defender a vida em toda sua plenitude.

Essa atitude do Papa Francisco é um passo marcante na história da Igreja, ao eliminar a legitimação da pena de morte com a modificação do artigo 2.267 do catecismo, o livro que contém a explicação da doutrina da Igreja. Portanto, precisamos repensar nossas posições, não é postura de nenhum cristão defender a eliminação da vida, seja por qualquer motivo, os delitos são presentes em nossa sociedade, mas as políticas devem avançar no sentido de tentar recuperar, e que o detento pague por suas ações, mas não violando o direito sagrado da vida.

A temática envolve muitos estudos, afinal desde que o humano existe a violência está implantada no seio da sociedade. Em algumas regiões com mais acontecimentos, e em outras onde as políticas públicas funcionam com melhor resultado.

Ao invés de pregarmos uma cultura da morte, do extremismo, devemos atentar com essa atitude do Papa, que está preocupado com a gigante tendência de eliminar tudo e todos, afinal muitas vezes precisamos enxergar além do problema.

No Brasil, a criminalidade ganhou proporções gigantescas, nossas cidades estão reféns do crime organizado, a polícia necessita de mais apoio, em alguns casos, a legislação precisa ser mais cumprida, leis temos muitas, mas o cumprimento delas é outra história.

Não iremos combater os males com mais eliminação de vidas, a transformação de nossa sociedade passa por mais investimentos é evidente, mas só isso não basta.  Ou seja,a missão é árdua, mas devemos implantar um novo olhar e uma nova ação diante das pessoas que mais sofrem, na maioria das vezes as pessoas que estão atreladas aos diversos meios criminais.

Temos muito que agir e fazer, a vida necessita de ser mais respeitada em toda a sua dimensão.  Com bem disse Jesus: “eu vim para que todos tenham vida, e vida em abundância”.