# Natanael Diniz

A vaidade política

28 de Novembro de 2017 às 08:53

A política nas suas mais variadas ações são reflexos da vontade e do querer popular. Querendo ou não em um regime representativo, democrático elegemos nossas autoridades para cargos públicos. Todavia, muitos agentes públicos fazem dessa prerrogativa para ampliar exclusivamente seu poder de atuação. A vaidade política está rondando o perfil de muitos eleitos, eles desejam ocupar a cena a todo custo, e geralmente em sua maioria deixam de trabalhar em prol da população para dedicar aos projetos de seu interesse pessoal. Tenho sempre destacado que um prefeito, vice, vereadores, deputados, senadores devem pautar sua agenda por ações que visem o bem comum, nossa crise não é só política, mas é através da política que podemos retirar do poder pessoas que só querem usufruir do cargo por pura vaidade e jogo de poder.

Todo poder é transitório, hoje quem comanda, amanhã pode ser  comandado. A lógica democrática deve-se orientar por esse prisma, não podemos deter o poder na mão só de alguns. É lamentável constatar que poucos agentes públicos têm projetos para melhorar a vida da comunidade, mas ficam fazendo jogatinas para permanecer no poder ou conquistar novos cargos.

Não podemos esquecer que somos nós mesmos que elegemos nossos representantes, fazer crítica é salutar, mas acompanhar bem  o mandato dos eleitos é tarefa essencial de qualquer cidadão,  mas nem sempre temos essa capacidade, fazer posição ou oposição mesmo requer respeito ao público, não podemos caminhar pelo terreno da vaidade a todo custo.

Nem bem começa um mandato, os eleitos já imaginam ocupar novos espaços, isso sem respeito ao cargo que foi designado, demonstrando que o que importa é satisfazer o ego pessoal, doa a quem doer.

A atividade política é fundamental em qualquer regime democrático, o que nos trás esperança é acreditar que podemos melhorar esse quadro de crise e paralisia que acomete os poderes no Brasil. Mais do que eleger bons representantes precisamos buscar pessoas novas dispostas a encarar os desafios dessa modernidade, com intuito de servir, e não de ser servido.

Nesse sentido, precisamos acompanhar a trajetória daqueles que acreditamos, existem pessoas de bem que estão na política, mas nem sempre acreditamos nessa premissa, pois a maioria esmagadora está envolvida em tramóias para perpetuar-se no poder, essa mudança de paradigma necessita ser rompida, ou nos mobilizamos ou vamos presenciar que a vaidade está acima do maior valor da política: transformar uma sociedade.

Ou transformamos nossa realidade, ou seremos mais uma vez enganados, no jogo sujo da vaidade política que só destrói nossa comunidade.