Os funcionários da Caixa Econômica Federal continuam em greve nesta segunda-feira (14), em movimento nacional iniciado na última quinta-feira (10). A paralisação ocorre por tempo indeterminado, após a categoria rejeitar a proposta apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Em meio à continuidade da greve e à mobilização dos empregados em todo o país, a Caixa anunciou neste domingo (13) a reabertura da mesa de Negociação Coletiva com as entidades representativas dos trabalhadores. A instituição também informou a suspensão das medidas administrativas previstas na CE VIPES 11183/2026 enquanto as negociações estiverem em andamento.
A Caixa informou ainda que adotará providências para permitir a prorrogação, de forma precária e excepcional, dos benefícios atualmente disponibilizados aos empregados, mantendo as mesmas condições praticadas antes de 31 de agosto de 2026, até que as negociações sejam concluídas.
Fenae considera decisão uma vitória da mobilização
Para a Fenae, a reabertura das negociações representa um resultado direto da mobilização dos trabalhadores.
O presidente da entidade, Sergio Takemoto, afirmou que a decisão da Caixa representa uma importante vitória para os empregados, uma vez que o banco havia encerrado as tratativas e anunciado medidas após o término das negociações.
Segundo Takemoto, a retomada demonstra a importância do diálogo entre a instituição e as entidades representativas dos trabalhadores.
A Fenae afirma que a greve nacional foi construída diante da insatisfação da categoria com a proposta apresentada pela Caixa, especialmente em relação ao Saúde Caixa.
“Retomar a negociação é importante, mas melhorar as propostas é fundamental”, afirmou Sergio Takemoto, segundo a Fenae.
A entidade defende que a reabertura da mesa seja acompanhada de avanços concretos nas reivindicações dos empregados.
Greve continua
Apesar da reabertura das negociações, a greve continua. A Fenae ressalta que a retomada da mesa não encerra a mobilização e orienta os empregados a permanecerem unidos e atentos às orientações das entidades sindicais.
A proposta apresentada pela Caixa havia sido rejeitada pela categoria em assembleias realizadas em diversas bases sindicais. Segundo a Fenae, a proposta foi rejeitada em 128 bases, sendo que em 93 delas os trabalhadores decidiram pela greve por tempo indeterminado a partir de 10 de setembro.
Entre os principais pontos de discussão está o Saúde Caixa, além de questões relacionadas à remuneração, benefícios e condições de trabalho. A proposta apresentada pelo banco previa, entre outras medidas, aumento da participação da Caixa no custeio do plano de saúde, de 6,5% para 8%.










