PATROCÍNIO (MG) – O Projeto Restaurando Vidas, fundado há 10 anos, desenvolve em Patrocínio ações sociais voltadas ao acolhimento de pessoas que enfrentam problemas com a dependência química e de famílias em situação de vulnerabilidade social.
Em entrevista ao Patrocínio Online, o fundador do projeto falou sobre a trajetória da iniciativa, os atendimentos realizados, as dificuldades enfrentadas e os planos para continuar ajudando quem mais precisa.
Segundo o fundador, o projeto surgiu com o objetivo de auxiliar pessoas que enfrentavam problemas com o uso de drogas e álcool, por meio de encaminhamentos para comunidades terapêuticas, conhecidas como fazendinhas, com as quais mantém parcerias.
A iniciativa também tem uma motivação pessoal. Ele relatou que acompanhou de perto o sofrimento causado pela dependência química dentro da própria família e, por conhecer as dificuldades enfrentadas por quem passa por essa situação, decidiu ajudar outras pessoas a encontrar um caminho para a recuperação.
Com o passar do tempo, o trabalho foi ampliado. Familiares de pessoas atendidas começaram a procurar o projeto para pedir ajuda diante de dificuldades financeiras. Diante dessa realidade, o fundador passou a visitar residências, arrecadar alimentos e montar cestas básicas para distribuir às famílias necessitadas.
Encaminhamentos para tratamento são gratuitos
Atualmente, o Projeto Restaurando Vidas mantém parcerias com comunidades terapêuticas em Minas Gerais, incluindo uma unidade na região de Quatro Minas e outra em Belo Horizonte, para encaminhar pessoas que desejam tratamento contra a dependência química.
De acordo com o fundador, as internações são gratuitas. Entretanto, o projeto solicita uma ajuda de custo de R$ 400 para auxiliar nas despesas de manutenção e nos gastos necessários para viabilizar os encaminhamentos.
Ele explicou que, em algumas situações, as pessoas não contam com apoio familiar e precisam de auxílio para transporte, aquisição de produtos de higiene pessoal e outras necessidades relacionadas à internação.
O responsável também ressaltou que acompanha pessoalmente os encaminhamentos, inclusive levando as pessoas até as comunidades terapêuticas, sem cobrar pelo seu tempo e dedicação.
Durante a entrevista, ele destacou que a internação, por si só, não garante a recuperação. Segundo ele, é necessário que a pessoa tenha vontade de mudar de vida, pois o tratamento é voluntário e ninguém pode ser internado à força.
O fundador ainda explicou que o projeto está à disposição para ajudar pessoas em situação de rua que enfrentam problemas com a dependência química, mas que o encaminhamento depende da aceitação do próprio interessado.
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