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SUS incorpora remédio para tratamento de doença hepática autoimune crônica

Bezafibrato passa a integrar a lista de medicamentos oferecidos pela rede pública; prazo para disponibilização é de até 180 dias.

7 de novembro de 2026

SUS incorpora remédio para tratamento de doença hepática autoimune crônica

O Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou, entre os medicamentos oferecidos à população, o bezafibrato, utilizado no tratamento da colangite biliar primária. Trata-se de uma doença hepática colestática crônica e progressiva, de origem autoimune, caracterizada pela inflamação e destruição progressiva dos ductos biliares interlobulares de pequeno e médio calibre. A colangite biliar primária pode evoluir para cirrose, doença hepática terminal e óbito. A doença afeta predominantemente mulheres, na proporção de 10:1.

A Portaria SCTIE/MS nº 73, que oficializa a incorporação do bezafibrato, foi publicada nesta sexta-feira (6/11), no Diário Oficial da União. De acordo com a norma, as áreas técnicas terão o prazo máximo de 180 dias para efetivar a oferta do medicamento no SUS.

SINTOMAS – A colangite biliar primária é mais frequente em mulheres entre 40 e 70 anos de idade, embora possa ocorrer em homens e mulheres de qualquer idade. A doença costuma ter um componente hereditário e geralmente começa a se manifestar de forma gradual. Cerca de metade das pessoas não apresenta sintomas no início. Com frequência, os primeiros sintomas incluem coceira, fadiga, boca e olhos secos, dificuldade de concentração e névoa mental.

Outros problemas podem surgir somente meses ou anos depois. A pele pode escurecer e os nervos podem ser danificados (neuropatia). As pessoas também podem sentir desconforto na parte superior do abdômen. Às vezes, a gordura se acumula em pequenos caroços amarelos na pele (xantomas) ou nas pálpebras (xantelasmas). Também pode ocorrer o desenvolvimento de icterícia (coloração amarelada da pele e da parte branca dos olhos), além do acúmulo de líquido no abdômen (ascite) ou em outras partes do corpo, como tornozelos e pés (edema).

TRATAMENTO – Os benefícios esperados do tratamento incluem a redução dos sintomas de prurido e fadiga, a reversão ou regressão das lesões hepáticas, o aumento da sobrevida livre de transplante, a melhora dos sintomas e a qualidade de vida dos pacientes.

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