A Federação dos Cafeicultores do Cerrado, cooperativas e associações que integram a Região do Cerrado Mineiro divulgaram um manifesto público em defesa da segurança jurídica, da transparência e da confiança nas instituições brasileiras.
O documento foi divulgado em 11 de setembro de 2026, em Patrocínio, e reúne entidades representativas de produtores de café de diferentes municípios da região. No manifesto, as organizações afirmam estar preocupadas com fatos e questionamentos de relevante interesse público envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e defendem que situações que possam gerar dúvidas sobre a atuação da Corte sejam esclarecidas de forma transparente.
Segundo as entidades, a manifestação parte de uma realidade vivenciada diariamente pelo setor produtivo, formado por milhares de produtores, famílias, trabalhadores, cooperativas, associações e empresas.
O documento destaca que o setor cafeeiro trabalha com planejamento de safras, investimentos e compromissos de longo prazo no Brasil e no exterior. Nesse contexto, as entidades consideram que segurança jurídica, estabilidade institucional e previsibilidade são fundamentais para a manutenção dos investimentos e para o desenvolvimento econômico e social.
Defesa da transparência
No manifesto, as entidades reconhecem o papel constitucional do Supremo Tribunal Federal como guardião da Constituição e ressaltam o respeito à função exercida pela Corte.
Ao mesmo tempo, defendem que situações capazes de provocar questionamentos sobre a atuação do STF ou de seus integrantes sejam analisadas com transparência, imparcialidade, responsabilidade e respeito ao devido processo legal.
As organizações afirmam que não pretendem antecipar julgamentos, estabelecer culpabilidades ou interferir nas atribuições constitucionais dos Poderes da República.
O que defendem, segundo o documento, é que fatos considerados relevantes sejam devidamente examinados e esclarecidos, com publicidade, fundamentação e observância da Constituição e das leis.
Pedido para que STF examine os fatos em sessão pública
Um dos principais pontos do manifesto é o pedido para que o Plenário do Supremo Tribunal Federal examine os fatos em sessão pública, com celeridade compatível, segundo as entidades, com a gravidade do momento.










