# Milton Magalhães

Patrocínio Não é Curva de Rio

16 de Fevereiro de 2026 às 11:40

Dizem que “por falta de um grito se perde uma boiada”. Vai, portanto, o nosso fiozinho de voz - firme, convicto e apaixonado. Cumprindo a saudável e indispensável rotina democrática, teremos eleições para Deputados Estaduais e Federais - Presidente e Governadores também - mas nosso foco aqui é claro, direto e regional: Deputados por Patrocínio e pela nossa valorosa região.

É um momento sério, solene e decisivo. Toda escolha exige responsabilidade, mas a responsabilidade de escolher novas lideranças exige ainda mais lucidez, coragem cívica e visão de futuro.

Costumo dizer que, mais do que pão, ar, água e teto, precisamos de líderes positivos, íntegros, qualificados, éticos, com visão comunitária, espírito público e disposição genuína para servir o povo. “Tudo levanta ou cai com a liderança” (frase atribuída a John C. Maxwell). Líder. Líder de verdade. Líder é espelho. Define coletivamente o tom, a energia, a motivação, a performance, o padrão e o ritmo de crescimento. Vale para o universo corporativo, tanto quanto para a cidade, o estado e a nação.

Você pode muito bem perguntar: “O que tem a ver esse preâmbulo sobre liderança com a escolha de Deputados Estaduais e Federais?”. Tudo. Absolutamente tudo. Se não fizermos boas escolhas, a cobra continuará correndo atrás do próprio rabo por estas plagas por alguns séculos mais…

Disse há dois parágrafos que “mais do que pão, ar, água e teto, precisamos de líderes positivos, íntegros, qualificados, éticos e dispostos a servir o povo”. Reitero o que disse, mas preciso lançar um facho de luz ainda mais intenso sobre essa afirmação.

Antes de um nome chegar às urnas, um postulante ao cargo público precisa passar por convenções partidárias e coligações de apoio. Ou seja, há um jogo pesado, complexo e muitas vezes silencioso nos bastidores. Aqui entra a figura mais importante dessa fase do processo: o ARTICULADOR.

“Mais do que pão, ar, água e teto, precisamos de articuladores positivos, íntegros, qualificados, éticos, com visão coletiva, espírito público elevado e disposição real para servir o povo.”

O articulador de que falo tem espírito desarmado, olhar franco e escuta ativa. Ele não pensa apenas no grupo; pensa na cidade. Aproxima lados, constrói pontes, evita rupturas, sabe lidar com vaidades, agrega forças, constrói consensos, influencia estratégias, ouve com humildade, converge com inteligência e busca soluções viáveis e sustentáveis para todos.

Aí chega, de chofre, a pergunta inevitável: “Patrocínio tem bons articuladores políticos?”. Eis o problema central: não tem. Por isso, sai uma chusmarada de candidatos, pulverizando votos e dificultando a eleição de quem realmente poderia representar a cidade com força e eficácia.

Destaco, portanto, a falta de uma articulação política forte, ampla e madura como uma falha clamorosa. Some-se a isso o tantão de gente que ancora por aqui em época eleitoral - feito curva de rio, onde tudo encosta, mas nada cria raiz.

E aqui chegamos a um ponto que, por nada neste mundo, deixarei de destacar - e de enaltecer com orgulho bairrista. Patrocínio é uma cidade rica em lideranças reais, vencedores em seus respectivos segmentos, seja no campo corporativo, social ou político. Qualquer um dos nomes a seguir, se tiver seu nome pinçado para ser candidato(a) a deputado(a), pode ter certeza: Dinamismo, seriedade e trabalho com resultado positivo podem ser esperados:

Dalmo da Onet, Carlos Apolinário, Thiago Miranda, Isabela Rezende Cunha, qualquer um dos filhos do Sr. Jacinto (Bernardão), Dr. Eduardo Messias, Dr. Ari, Leid Carvalho, Bebé, Prof. Simão Pedro, Leandro Caixeta, Juliano Tarabal, Valtinho do Jandaia, Brígida Borges Pereira, Dr. Fernando Bernardes, Gabriela Brasileiro, Nilson Caixeta, Raphael Nascimento, Ricardo Balila, João Batista Dias, Vander de Carvalho,Ana Valéria, Dr. Danilo Pereira, Ana Maria Marra, Joel do Sindicato, Emerson Caixeta, Paulinho Peuca, Eliane Nunes, Johnny Pires, Prof. Dr. Alexandre Victor Cruz, Dr Marcelo Oliveira, Rogério Carneiro, Roberto Parros, Aldo Roriz, Welington Mamazão, Cláudia Correia Nunes, Miron Araújo, José Maria Casa Bonita, Vicente Marra, Alcides Dornelas, Odirlei Magalhães, Alex Guimarães, Pedro Augusto Ferraz, Rodrigo de Oliveira, Mayra Couto, Alan Guimarães, Andreia Ribeiro, Odirlei Magalhães...

Patrocínio tem esse privilégio raro: lideranças que não precisam provar mais nada a ninguém. Todos já têm histórico consistente de trabalho e entrega. Se chamados ao desafio de representar Patrocínio, honrariam o cargo com altivez, competência e compromisso. Nomes bons não faltam, nos quatro cantos da cidade.

E aqui entra, novamente, o papel decisivo de um bom articulador. Todos podem e têm capacidade para se candidatar. Mas o colégio eleitoral de Patrocínio só conseguirá eleger, no máximo, dois nomes - como ocorreu com o Deputado Estadual Romeu Queiroz e o Deputado Estadual Dr. Paulo Pereira.

Torço sinceramente para que Monte Carmelo volte a ter um deputado como foi Ajalmar José da Silva; que Coromandel volte a ter um representante como Rogério Rodrigues; que Zé Vitor chegue lá novamente por Araguari; que Welinton e Elismar Prado, em Uberlândia, sejam reeleitos. Enfim, que todos sejam democrática e civilizadamente bem recebidos em Patrocínio. Mas há um consenso silencioso e uma consciência tácita superior: As lideranças de Patrocínio já provaram que podem fazer muito pela região, por Minas e pelo Brasil.

Indo direto ao ponto. Cartas na mesa. Eis quatro nomes para os articuladores sairem a campo e escolher dois:

MARIA CLARA MARRA

Nome natural para a reeleição. Representante singular de uma ala política de Patrocínio. Eleita com 42.415 votos. Chegou à Assembleia aos 24 anos, presidindo comissões importantes no Parlamento Mineiro. Pela desenvoltura, presença firme e atuação consolidada em cada canto de Minas Gerais, pode-se dizer sem exagero: Eis uma jovem com maturidade de veterana e votos cativos.

Ai vem a segunda ala com tres nomes, para passar na peneira fina dos bons articuladores:

PEDRO LUCAS DE ÁVILA FERREIRA - PEDRO LUCAS

Há jovens que não pedem licença ao tempo: trabalham com ele. Pedro Lucas é desses. Nascido em Patrocínio, cresceu entre a rotina da empresa familiar (Grupo Bom Negócio) e o aprendizado precoce do valor do trabalho, da gestão e da responsabilidade. Aos poucos, determinado que é, transformou vocação em método, esforço em resultado.

A formação sólida em Administração, coroada pelo melhor desempenho de sua turma, não foi ponto de chegada - foi base.

Agora, no serviço público, mostrou que gestão também é cuidado. À frente do Desenvolvimento Econômico, ajudou a organizar, destravar, atrair e conectar. Da Sala Mineira do Empreendedor ao Invest Minas, do incentivo ao pequeno negócio à busca por grandes investimentos, Pedro Lucas construiu pontes: entre o poder público e quem produz, entre a ideia e a oportunidade, entre o presente e o futuro.

Empregos, segurança jurídica, modernização e liberdade econômica deixaram de ser discurso e passaram a ser prática. Soma-se a isso o traço humano, liderando ações sociais. Como pré-candidato a Deputado Estadual, Pedro Lucas representa uma geração tecnicamente preparada, sensível socialmente e repleta de projetos para tirar Patrocínio e Minas da retaguarda da história. Não tenha duvida que Pedro Lucas será um bom canditato... Mas:

NÍKOLAS ELIAS

Primeiro mandato como vereador, é verdade, mas chegou com espírito de liderança e com algo que não se aprende: berço político e vocação pública. Do avô, da mãe, do pai, do tio e da irmã. Nikolas, além do potencial próprio e de carregar um sobrenome que serviu Patrocínio por gerações, teria neste pleito uma dobradinha “sangue do meu sangue” com sua irmã, a Deputada Federal Greyce Elias - liderança consolidada em Minas e no Brasil, com musculatura política real e capital político espalhado por todo o estado. A Deputada Federal tem meio caminho andado para sua reeleição e é a grande fiel da balança no âmbito estadual. Não resta dúvida que Nikolas, será um bom representante... Mas:

THIAGO MALAGOLI

A vez de se candidatar a Deputado Estadual, sejamos justos, é de Thiago. Era para ter sido em 2018, mas a engrenagem partidária - os bastidores do qual falamos - escolheu outro caminho. Por falta de bons articuladores, partidos raramente são justos e são estratégicos.

Hoje, mais amadurecido, no pique, mais experiente e mais preparado, Thiago parece novamente ameaçado pela prateleira das conveniências de grupos partidários. Ainda assim, é impossível ignorar seu currículo: três mandatos, presidência da Câmara, secretário de Obras incansável - Patrocínio que o diga, cidade pintada, cuidada e reorganizada. Que nome! Thiago, fez e faz. E política, no fim das contas, é isso. Muita conversa, olho no olho, com vaidade zero, o pensamento coletivo e a vontade popular, vence.

Patrocínio não é curva de rio, onde vão ancorando supostos candidatos oportunistas. Se “por falta de um grito se perde uma boiada”, eis aqui, com orgulho cívico e amor à terra que me viu nascer, o nosso fiozinho de voz.