Há notícias que chegam como boato, escorrem pelos cantos da cidade, pedem cautela. A gente só olha com o cantinho dos olhos, desconfia, adia o sentimento, finge que não é com a gente. Até que, num gesto quase imperceptível, ao final do programa Rádio Comunidade, JOSÉ ANTÔNIO se despede do SISTEMA DIFUSORA DE RÁDIO. Despedida em poucas palavras. Sem alarde. E então a verdade se instala: Algumas presenças são assim, tão inteiras que não precisam anunciar a própria ausência.
Ele sabe o quanto é querido, amado, reverenciado - diria, até idolatrado - pelos ouvintes. Os laços indissolúveis. Haveria muita comoção e lágrimas... Por fim o adeus se tornaria impossível.
Tende imaginar, você está no melhor momento de sua carreira, conquistou invejáveis, credibilidade e respeito naprofissão, mas não deixou de olhar para o horizonte e ter sonhos. Isto é crer em Deus e no próprio potencial.
Esse adeus, quando está tudo bem é dolorido. É para os fortes.
José Antônio não foi apenas um profissional do rádio. Foi ponte. Entre o campo e a cidade, entre o poder e o povo, entre a notícia e a consciência.
Por quase duas décadas, emprestou à Difusora algo que não se aprende em manuais: Humanidade e profissionalismo. Sua voz nunca foi neutra - foi ética cristã. Nunca foi fria - foi responsável. Nunca foi vaidosa - foi prestação de serviço.
A emissora perde um grande profissional. A cidade, um cidadão raro: Desses que entendem o jornalismo como compromisso e o microfone como instrumento de cuidado coletivo.
A terra de Camões e Fernando Pessoa o recebe agora. Nós ficamos com o eco: das entrevistas conduzidas com respeito; das informação precisas; do ouvinte valorizado, do diálogo possível.
Algumas despedidas não encerram ciclos. Alargam horizontes.
José Antônio parte. Mas o que ele construiu permanece.
Patrocínio em peso vai lhe enviar sempre as melhores energias. Obrigado por tudo, Vá com Deus, amigo... E sucesso!