30 de Março de 2026 às 14:37

Ao ser questionado sobre a BR-365 após acidente que matou uma gestante no dia da sua visita, governador cobra ação do governo federal

Durante coletiva, Simões foi questionado pelo Patrocínio Online sobre o acidente que vitimou uma gestante em Patrocínio e criticou atraso na duplicação da rodovia

PATROCÍNIO (MG) – Durante a coletiva, o governador de Minas Gerais, Mateus Simões, foi questionado sobre o grave acidente que vitimou uma gestante na BR-365, no km 456, em Patrocínio, ocorrido na madrugada deste sábado 28/3, por volta de 1h30min. A pergunta também mencionava críticas à falta de avanços nas obras da rodovia e à atuação do governador anterior, Romeu Zema, que havia planejado a implantação de pedágio na BR-365, mas não avançou na duplicação entre Patrocínio, Patos de Minas e Uberlândia, além de políticos que “fica uma fala de aqui, outra de lá, porém não há ação efetiva”. LEIA AQUI

Ao comentar sobre a situação, Simões destacou que o Estado chegou a preparar um projeto completo de concessão da BR-365, mas que a iniciativa foi interrompida após sinalização do governo federal.

“Eu fiz o edital para concessão e cancelei porque o governo federal, atendendo a um pedido de prefeitos locais, disse que iria duplicar. Eu estou pronto para fazer a concessão. Se o governo federal mudar de ideia, estou pronto”, afirmou.

Segundo o governador, o projeto previa a criação de um corredor logístico estratégico, ligando cidades como Montes Claros, Pirapora, Paracatu, Patrocínio e Uberlândia, com foco no escoamento da produção, especialmente de grãos.

“O edital estava pronto. Era um corredor importante para o escoamento, mas respeitamos a decisão do governo federal. O problema é que, até hoje, não foi feito nem o pedido de licença para começar a obra”, disse.

Simões ressaltou que o Estado não pode intervir diretamente na BR-365 sem autorização da União.

“Eu não posso fazer a obra sem autorização do governo federal. Estou pronto, não preciso de nada além de uma assinatura”, pontuou.

O governador também mencionou o ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmando que houve autorização inicial para a concessão, posteriormente revogada.

“O ministro assinou liberando para que o Estado pudesse fazer a concessão, mas depois revogaram, dizendo que fariam a duplicação. Então que duplique. Pelo amor de Deus, é preciso começar essa obra. Enquanto não duplica, que ao menos faça a recuperação da estrada, porque ela não está em boas condições e é perigosa”, criticou.

“Eu tenho que me solidarizar com essas famílias. É uma dor muito grande. Precisamos encontrar uma solução urgente para essa estrada”, concluiu.

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