

Com informações da Polícia Civil
A Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) – 19ª DRP – com apoio da força-tarefa montada junto com as demais unidades da regional de Caldas Novas, Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID), Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), Superintendência de Inteligência Policial Civil e Divisão de Operações Aéreas, prendeu, na manhã desta quarta-feira 28/1, dois homens, o síndico de um condomínio e seu filho suspeitos de envolvimento no homicídio da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos natural da cidade de Uberlândia. Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025 e seu corpo foi localizado nesta quarta-feira em uma região de mata da cidade.
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As prisões são resultado de investigação conduzida pela PCGO, que desde o registro do desaparecimento passou a tratar o caso como prioridade, reunindo elementos técnicos e testemunhais que permitiram o avanço das apurações.
As investigações apontaram que a vítima desapareceu após se deslocar até áreas comuns do condomínio onde residia, motivada por uma interrupção anormal no fornecimento de energia elétrica de seu apartamento, tendo sido vista pela última vez ao pegar o elevador até o subsolo do edifício. A análise minuciosa de imagens de videomonitoramento, aliada à verificação de pontos cegos do sistema de câmeras e de acessos alternativos ao local, permitiu aos policiais reconstruir a dinâmica dos fatos e identificar circunstâncias que indicavam a prática de crime. A investigação também apurou que a interrupção intencional do fornecimento de energia elétrica foi o fator que levou a vítima até o subsolo, local sem cobertura de câmeras, permitindo a ação criminosa. Verificou-se que a vítima e o síndico do prédio tinham conflitos anteriores com registros policiais recíprocos.


Durante as diligências, a PCGO constatou inconsistências em versões apresentadas, além de identificar deslocamentos suspeitos, rotas incompatíveis com relatos colhidos e outros indícios relevantes, como histórico de conflitos e ações que podem ter sido utilizadas para atrair a vítima até um local sem cobertura de câmeras.
Segundo a PC, o conjunto probatório reunido ao longo da investigação foi determinante para a representação das prisões e para a responsabilização dos envolvidos.
Os presos devem ser indiciados por homicídio qualificado ao fim da investigação.
