3 de Março de 2026 às 11:15

Operação Carga Pesada II prende policiais civis em desdobramento de investigação da primeira fase, em que a organização criminosa possuía base operacional em Patrocínio

As ordens judiciais estão sendo executadas nos municípios de Belo Horizonte e Ribeirão das Neves.

Com informações do MPMG

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de Patos de Minas deflagra, na manhã desta terça-feira (03), a Operação Carga Pesada II. A ação é coordenada pelo Ministério Público de Minas Gerais, por meio do núcleo regional do GAECO chefiado pelo promotor de justiça Lucas Romão, com apoio da Polícia Militar de Minas Gerais e da Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais.

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Segundo as informações divulgadas, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão temporária e quatro mandados de busca e apreensão domiciliar. As ordens judiciais estão sendo executadas nos municípios de Belo Horizonte e Ribeirão das Neves.

A operação tem como objetivo apurar e desarticular uma suposta associação criminosa integrada por quatro agentes públicos lotados em uma delegacia especializada vinculada ao Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio da Polícia Civil (DEPATRI/PCMG). Conforme as investigações, há indícios de que os investigados teriam praticado, em tese, crimes contra a Administração Pública, mediante o recebimento de vantagens indevidas de integrantes de organização criminosa denunciados na primeira fase da Operação Carga Pesada.

O grupo investigado na fase inicial é apontado como responsável por crimes como roubo e furto de cargas, desvios patrimoniais e adulteração de veículos.

Segundo o GAECO, foram presos temporariamente três investigadores de polícia e um escrivão. A operação foi coordenada pelo GAECO Regional de Patos de Minas, com apoio do GAECO de Belo Horizonte, além da Polícia Militar e da Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais no cumprimento das diligências.

A organização criminosa possuía base operacional em Patrocínio, região do Alto Paranaíba, e causou prejuízo apurado que ultrapassa R$ 5 milhões, em um esquema que operava em larga escala, com impacto financeiro significativo.

Essa operação é fruto da investigação da primeira fase, que correu em junho de 2025, quando foram cumpridos 24 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão nas cidades mineiras de Uberaba, Ibiá, Alfenas e Patrocínio, onde seria a base operacional do grupo. Na ocasião, a operação também foi realizada em Caruaru, no estado de Pernambuco. Além disso, foram determinados o sequestro de 38 veículos, a indisponibilidade de imóveis e o bloqueio de valores dos investigados.

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