

Aconteceu no último domingo, 24 de abril, o Encontro de Crismandos da Forania São José, pertencente à Diocese de Patos de Minas.


O encontro foi realizado no Parque de Exposições, reunindo adolescentes, jovens e adultos crismandos das paróquias de Patrocínio, Serra do Salitre, Guimarânia, Perdizes e Cruzeiro da Fortaleza.
Com o tema: “Pelo Batismo somos Templos do Espírito Santo. Pela Crisma seremos portadores de sua força. ‘Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus mora em vós?’ (1Cor 3,16)”, o encontro teve como objetivo fortalecer a caminhada de fé dos jovens rumo ao Sacramento da Crisma, promovendo integração, espiritualidade e reflexão sobre a missão cristã.



O evento contou com momentos de oração, louvor, palestras, estandes e apresentações teatrais.


Neste ano, houve uma atração especial: o padre Joãozinho, que estava previsto para participar do Rebanhão 2026, mas, devido a uma cirurgia no coração, não pôde comparecer anteriormente. Durante sua palestra em Patrocínio, ele cantou e, pela primeira vez desde a cirurgia, tocou violão.


Em um momento da pregação, o padre destacou: “O Espírito pairava sobre as águas como uma nuvem, e o caos foi transformado em ordem. O céu veio, a terra veio, o homem veio, a mulher veio, e tudo ia muito bem até que, no meio do caminho, aconteceu o pecado, e nós conhecemos o resto da história da humanidade: uma história de reparação e restauração.
Ao longo da história, Deus se faz presente de diversas maneiras, porque, repitam comigo: quem ama se faz presente. Muito bem. O Espírito Santo é o ‘presentificador’ de Deus, aquele que torna Deus presente no nosso coração.
O que é ser santo? Ser santo é ser feliz. E o Espírito Santo é aquele que nos conduz à felicidade. Existe uma arquitetura do nosso coração, uma planta da felicidade. E quem de nós não quer ser feliz? Mas precisamos reparar e restaurar essa casa como ela deveria ser: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo. O Espírito Santo é o amor, mas também o ‘amorizador’, aquele que vai nos transformando em pessoas mais parecidas com Maria, com José e com Jesus.
Quando olhamos para santos como Carlo Acutis, vemos um jovem da nossa idade que teve coragem de deixar o Espírito Santo agir em sua vida e se tornou semelhante a Jesus. Para ser santo, é preciso ser radical. E se há algo que o jovem sabe ser, é radical. Radical significa ser raiz. Claro que existe também o ‘jovem morno’, o católico mais ou menos, que está prestes a deixar de viver a fé. Mas a Crisma é justamente para confirmar essa unção que nos configura a Cristo, até que sejamos outros cristos.
Como diz Gálatas 2,20: ‘Já não sou eu que vivo, mas Cristo vive em mim’. E os sete dons do Espírito Santo são essa porção de Deus que nos transforma em Cristo. Você pode até estar me ouvindo agora, mas algo pode tocar você por dentro. Não sou eu quem falo, mas Cristo, pela ação do Espírito Santo em mim.”
Em outro momento da palestra, o padre afirmou que, muitas vezes, complicamos o que é simples: “Tudo é tão simples. Você pode encontrar uma mulher lavando a casa e perguntar onde está Jesus, e ela dirá: ‘Ele está aqui’. Às vezes esperamos encontrar algo grandioso, mas Deus se revela no simples, na vida cotidiana.”


Durante a programação, houve lanches e almoço.


O evento também contou com a presença do padre Olivar, pároco da Paróquia São Geraldo e Gilson coordenador do Rebanhão.



A programação foi encerrada com a Santa Missa, presidida pelo bispo diocesano, Dom Cláudio Nori Sturm, e concelebrada pelos padres Joãozinho, Romero (pároco da Paróquia São José), Geraldo Magela (Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio), além da participação do diácono permanente José Marcelo.


A celebração ocorreu no dia da Solenidade de Pentecostes, um dos momentos mais significativos do calendário litúrgico, que recorda a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos.
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As leituras do dia foram: Atos dos Apóstolos 2,1-11; Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 12,3b-7.12-13; e o Evangelho de São João 20,19-23.

Em sua homilia, o bispo diocesano falou sobre o Espírito Santo e destacou a importância da unidade na missão evangelizadora da Igreja, ressaltando também o trabalho conjunto dos bispos na reflexão e na construção de diretrizes pastorais mais acessíveis às comunidades.

Durante a celebração, o bispo consagrou o Corpo e o Sangue de Cristo.







Ao final da Santa Missa, houve uma coroação.
