13 de Março de 2026 às 09:56

Após palestra de Tatiana Sampaio, cadeirante fala sobre acidente, mobilização por tratamento e agradece à população; assine a petição

Petição pública já reúne mais de 12 mil assinatura.

PATROCÍNIO (MG) – O site Patrocínio Online entrevistou Leandro Gonçalves na quinta-feira, 12 de março, após a palestra da pesquisadora Tatiana Sampaio no IFTM campus Patrocínio. Durante a conversa, ele comentou sobre a mobilização em torno de uma petição pública e abordou diversos assuntos relacionados à busca por novos tratamentos para lesões na medula espinhal.

Leandro, que é cadeirante após sofrer um acidente de trânsito, explicou que a iniciativa busca apoio da população para ampliar o debate sobre terapias inovadoras e, principalmente, para tentar viabilizar a participação de pacientes em estudos científicos que possam contribuir para a recuperação de movimentos.

Segundo ele, a mobilização nas redes sociais e por meio de uma petição online tem como objetivo sensibilizar autoridades e pesquisadores para que o processo avance além da esfera judicial. A expectativa é que, futuramente, o tema também possa ser analisado administrativamente, facilitando o acesso a possíveis tratamentos.

“Quero aproveitar para agradecer todo mundo que tirou um pouquinho do seu tempo para fazer a assinatura da petição”, destacou Leandro, reforçando a importância do apoio popular na iniciativa”.

O caso de Leandro Guimarães

A mobilização está diretamente ligada ao grave acidente de carro que Leandro Guimarães sofreu em abril de 2025, resultando em uma lesão medular traumática e em um quadro de paraplegia.

Esse tipo de lesão compromete a comunicação entre o cérebro e o corpo abaixo do nível do trauma, afetando principalmente os movimentos e a sensibilidade dos membros inferiores, além de impactar diversas funções físicas.

Após o acidente, Leandro passou meses internado, longe da esposa e das duas filhas – uma delas recém-nascida – enfrentando cirurgias, complicações e o início de um intenso processo de reabilitação.

Atualmente, ele se encontra na fase considerada subaguda da lesão medular, período que pode durar até cerca de dois anos após o trauma. Especialistas apontam que essa fase representa um importante janela terapêutica, quando o organismo ainda apresenta maior potencial de resposta a tratamentos e terapias inovadoras.

Esperança na pesquisa científica

Entre as alternativas que despertam expectativa está o estudo envolvendo a polilaminina, composto que vem sendo pesquisado como uma possível abordagem para estimular a recuperação neurológica em pessoas com lesão medular.

Familiares, amigos e apoiadores defendem que o caso de Leandro seja analisado com sensibilidade e responsabilidade científica nas próximas fases da pesquisa. Para eles, a inclusão no estudo representaria não apenas uma oportunidade individual, mas também um avanço para outras pessoas que enfrentam o mesmo tipo de condição.

A petição pública que pede a inclusão de Leandro Guimarães no estudo já ultrapassou 12 mil assinaturas, reunindo apoio de pessoas de diversas regiões do país.

Segundo os organizadores da mobilização, cada assinatura representa um gesto de esperança para que pacientes com lesão medular possam ter acesso a novas possibilidades de tratamento e, quem sabe, retomar parte de sua autonomia e qualidade de vida.

Assinem esta petição para ajudar Leandro Guimarães a ter a chance de participar da pesquisa promissora com Polilaminina. Cada assinatura representa mais esperança e a possibilidade de um futuro melhor. 
https://c.org/8fH2LbKmDB