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Nova regra vale para categorias A, B e AB e segue alteração no Código de Trânsito Brasileiro prevista em lei federal

Fonte: Agência de Minas
O Departamento Estadual de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) passará a exigir a comprovação de resultado negativo em exame toxicológico para emissão da Permissão para Dirigir (PPD) nos novos processos de habilitação iniciados a partir de 20/6 de 2026.
A exigência aplica-se aos processos de primeira habilitação e aos processos de reinício da habilitação após cassação da Permissão para Dirigir (PPD), nas categorias A, B e AB.
Os candidatos que tiverem iniciado seus processos antes de 20/6 de 2026 permanecerão submetidos às regras vigentes na data de abertura do processo, não sendo alcançados pela exigência.
A medida decorre da Lei Federal nº 15.153/2025, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e passou a exigir a comprovação de resultado negativo em exame toxicológico também como condição para obtenção da primeira habilitação nas categorias A e B.
Conforme orientação da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o exame toxicológico deverá ser realizado após aprovação no exame prático de direção, última etapa do processo de habilitação, considerando o prazo de validade do referido exame.
O exame toxicológico deverá ser realizado em laboratório credenciado pela Senatran e possui janela mínima de detecção de 90 dias, permitindo identificar o consumo de substâncias psicoativas previstas na regulamentação federal.
Para autorização da emissão da PPD será necessário verificar a existência de exame toxicológico válido e com resultado negativo válido no prontuário do candidato no Registro Nacional de Carteiras de Habilitação (Renach). Caso inexistente ou com resultado diferente do negativo, a PPD não poderá ser emitida até a regularização da situação.
Mais informações podem ser obtidas nos canais oficiais de atendimento neste site.
Ferramenta estratégica impulsiona qualidade, rastreabilidade e valorização do café sustentável com origem controlada

O mercado de cafés especiais no Brasil mantém ritmo de expansão consistente, com crescimento médio de 15% ao ano, segundo estimativas do setor, divulgadas pela Times Brasil em fevereiro deste ano.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o consumo total de café no país atingiu 21,4 milhões de sacas em 2025, com leve retração de 2,31% em volume, influenciada pelo aumento de preços. Em contrapartida, o setor registrou crescimento de 25,6% no faturamento, evidenciando o avanço da premiumização e da demanda por cafés de maior valor agregado. No mesmo período, os cafés especiais apresentaram aumento de preço médio de 4,3%.
Diante desse cenário, a Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado LTDA (Expocacer) anuncia a disponibilização do serviço de Mapeamento de Qualidade 2026, iniciativa que se consolida como uma ferramenta essencial para produtores que desejam se posicionar de forma competitiva no mercado e reforça o compromisso com a excelência do café do Cerrado Mineiro, reconhecido mundialmente por ser a primeira origem controlada para cafés do Brasil.
Mapeamento de qualidade: mais precisão na identificação de cafés especiais
O serviço, oferecido exclusivamente para cooperados da Expocacer, de forma gratuita, auxilia os cafeicultores na identificação do potencial dos seus lotes, permitindo decisões mais assertivas nas etapas de pós-colheita, fermentação, secagem e ainda auxilia na segmentação e destinação de forma estratégica à mercados que valorizam os cafés especiais
Em 2026, o programa se atualiza e passa a incorporar o protocolo Coffee Value Assessment (CVA), desenvolvido pela Specialty Coffee Association, ampliando a análise para além dos atributos sensoriais. A metodologia considera também fatores extrínsecos e sustentáveis, alinhando a produção de café sustentável às exigências de mercados nacionais e internacionais.
Para a cafeicultora Ivânia Nunes, a experiência com o mapeamento de qualidade reforça seu papel como uma ferramenta estratégica, que permite conhecer cada talhão, compreender as características do café em produção e identificar suas potencialidades.
“Quando iniciei minhas atividades no café percebi que eu não conhecia as características do café que produzíamos na fazenda. Então, através do mapeamento de qualidade da Expocacer, identifiquei que precisava desse conhecimento para avaliar se poderia fazer um café especial e também para entender o produto (café beneficiado) que estávamos exportando, conhecer suas características. E assim, com mapeamento feito, baseado em dados reais do campo, identifico quais os cafés têm potencialidade para executar uma fermentação e produzir cafés especiais e também quais as áreas de maior atenção na minha gestão de processos ao longo do ano, potencializando as áreas de melhores resultados.”
Inteligência técnica e comercial aplicada ao café do Cerrado Mineiro
O mapeamento de qualidade da Expocacer vai além da análise sensorial. A iniciativa integra equipes técnicas, Q-Graders e especialistas de mercado, oferecendo uma visão completa ao produtor, do campo à comercialização.
Esse acompanhamento permite identificar variações dentro da própria lavoura, muitas vezes causadas por fatores como microclima e manejo, garantindo maior precisão na separação de lotes e valorização dos cafés especiais.
“Por meio do mapeamento de qualidade o produtor consegue evitar perdas, preservar a qualidade e aumentar o valor agregado dos seus cafés”, explica Matheus Narcizzo, Q-Grader e Mestre de Torra de Cafés Especiais da Expocacer.
Durante o processo, os cooperados participam das provas e recebem feedback técnico em tempo real, ampliando o conhecimento sobre o próprio café e aprimorando estratégias para as próximas safras.
O mapeamento de qualidade de café da Expocacer é gratuito e exclusivo para cooperados, com análise de até cinco amostras por produtor, mediante agendamento. O atendimento ocorre em dois pontos estratégicos da região produtora: em Patrocínio (MG), na sede administrativa da Expocacer, às terças e quintas-feiras, a partir das 15h; e em Patos de Minas (MG), na unidade da cooperativa, conforme a demanda dos produtores.
“O mapeamento de qualidade dentro da porteira tem uma importância enorme para nós, cafeicultores, porque nos permite conhecer profundamente o potencial dos nossos cafés. A minha experiência com o mapeamento foi extremamente positiva. Através dele, conseguimos identificar características específicas dos nossos lotes, entender melhor os resultados obtidos em cada área da fazenda e direcionar estratégias para produzir cafés cada vez melhores. Como gestora de qualidade considero esse trabalho fundamental, pois transforma informações em oportunidades, contribuindo para a evolução da qualidade dos cafés e para a valorização do trabalho realizado no campo”, destaca a cafeicultora Elesandra Beloni.
Café sustentável e origem controlada ganham destaque no mercado global
No contexto global, projeta-se que o segmento de cafés especiais atinja US$ 152,7 bilhões até 2030, com crescimento médio anual acima de 12%. Esse avanço reflete a crescente valorização de produtos com origem definida e padrões mais rigorosos de controle de qualidade.
No Cerrado Mineiro, o mapeamento de qualidade de café integrado à tecnologia, análise sensorial e inteligência de mercado, vem contribuindo diretamente para a valorização do café da primeira região produtora do Brasil com Denominação de Origem reconhecida.
“A iniciativa aperfeiçoa práticas que evidenciam a excelência dos cafés especiais dos cooperados, agregando valor ao produto e consolidando seu posicionamento estratégico nos mercados globais”, afirma Sandra Moraes, gerente comercial de cafés especiais da Expocacer.
Os produtores recebem informações sobre seus cafés e podem aperfeiçoar práticas de cultivo, colheita e pós-colheita.
Com o Mapeamento de Qualidade 2026, a Expocacer reafirma seu compromisso com a excelência, inovação e valorização da origem, conectando produtores às principais tendências do setor cafeeiro e gerando mais oportunidades de valor no campo.
Por Anna Lívia Leal/Expocaccer
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A partir das 18h00min
PAUTA – 15ª REUNIÃO ORDINÁRIA
2ª Sessão Legislativa – Legislatura 2025/2028
DATA: 15/06/2026 – 18h00
PEQUENO EXPEDIENTE
a) Leitura da mensagem bíblica (Vereador Neném Pescador);
b) Chamada inicial dos Vereadores;
c) Discussão e aprovação da ata da 11ª Reunião Ordinária, realizada em 11 de maio de 2026;
d) Leitura de correspondências e comunicações;
e) Devolução de processos de lei aos autores, conforme pareceres da Comissão de Legislação, Justiça e Redação, pela rejeição da matéria (sem discussão):
f) Apresentação (sem discussão) de proposições e encaminhamento às Comissões Permanentes para emissão de parecer:
ORDEM DO DIA
1ª DISCUSSÃO E VOTAÇÃO
2ª DISCUSSÃO, VOTAÇÃO E REDAÇÃO FINAL
Processo de Lei nº 236/2026 – Institui o mês “Abril Verde” de combate ao sedentarismo e prevenção da obesidade no Município de Patrocínio-MG (autor: Ver. Paulinho Peúca);
DISCUSSÃO E VOTAÇÃO ÚNICA
Processo de Decreto Legislativo nº 41/2026 – Concede título de cidadania honorária ao Padre Geraldo Magela de Almeida (autor: Ver. Túlio do Salitre);
DEMAIS PROPOSIÇÕES
Indicações nº 1748, 1749 e 1773 a 1788/2026;
Verificação de presença;
Grande Expediente.
Patrocínio-MG, 12 de junho de 2026.
Homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Patrocínio após a abordagem

Com informações da Polícia Militar Rodoviária
A Polícia Militar Rodoviária prendeu, na tarde desta segunda-feira 15/6, um homem de 32 anos que estava foragido da Justiça e possuía mandado de prisão em aberto pelo crime de homicídio na MGC-462, na altura do km 32, no município de Patrocínio (MG).
Segundo a PMRv, a prisão aconteceu durante uma operação de fiscalização, quando os militares interceptaram um veículo Honda/City de cor preta.
Os policiais, durante a verificação dos dados dos ocupantes por meio dos sistemas informatizados de segurança, constataram a existência de um mandado de prisão em desfavor de um dos homens pelo crime de homicídio, oriundo da cidade de Inocência/MS.
O homem de 32 anos foi detido e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Patrocínio para as providências legais cabíveis.
Informou Funerária Frederico Ozanam.
Faleceu nesta segunda-feira, dia 15/06/2026, em Patrocínio/MG, Sr. Lincolm Bragança aos 74 anos.
Deixa os filhos Marilene, Liliane, Lilian, Marlúcio e Marlúcia, genros, netos, bisnetos, demais parentes e amigos.
A cerimônia de despedida será realizada nesta segunda-feira, dia 15/06/2026, na Funerária Frederico Ozanam, Sala 01, a partir das 20h00min.
Será sepultado nesta terça-feira, dia 16/06/2026, às 10h30min, no Cemitério Municipal de Patrocínio/MG.
Informou Funerária Frederico Ozanam.
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Foram encontrados entorpecentes, dinheiro em espécie, câmeras de videomonitoramento e celulares

Com informações e foto da Agência Local de Comunicação Organizacional da 46º BPM
GUIMARÂNIA (MG) – A Polícia Militar realizou, na noite de sábado 13/06, por volta das 23h11min, a prisão de uma mulher por tráfico de drogas no bairro Novo Horizonte, em Guimarânia.
Durante patrulhamento preventivo, os militares abordaram uma mulher de 28 anos em frente a uma residência já conhecida pelas equipes policiais em razão de diversas denúncias relacionadas ao comércio ilícito de entorpecentes.
Após diligências e buscas no local, foram localizadas substâncias entorpecentes, dinheiro e materiais comumente utilizados na prática do tráfico de drogas.
A mulher recebeu voz de prisão e foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com os materiais apreendidos.
Foram apreendidos 21 pedras de crack, 02 papelotes de cocaína, 01 tablete de maconha, 01 bucha de maconha, 01 lâmina com resquícios de droga, R$ 214,00 em dinheiro, 04 câmeras de videomonitoramento e 02 celulares.
A Polícia Militar reforça a importância da participação da comunidade por meio de denúncias anônimas, que contribuem significativamente para o combate ao tráfico de drogas e para a promoção da segurança pública.
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Suspeito foi localizado durante patrulhamento e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil.

Com informações e foto da Agência Local de Comunicação Organizacional da 46º BPM
PATROCÍNIO (MG) - A Polícia Militar foi acionada para uma ocorrência de furto consumado no sábado, 13/6, em um supermercado localizado no bairro Marciano Brandão, em Patrocínio.
Segundo a PM, por meio da análise das imagens do circuito interno de monitoramento, foi constatado que, por volta das 11h22min, um homem circulava pelos corredores do estabelecimento quando se aproximou de uma gôndola, pegou quatro barras de chocolate da marca Ferrero Rocher e as acondicionou nos bolsos da calça. Em seguida, deixou o local sem efetuar o pagamento das mercadorias, tomando sentido à Avenida Faria Pereira.
Os produtos furtados foram avaliados em aproximadamente R$ 100,00 reais..
Assim que tomou conhecimento do fato, a Polícia Militar iniciou diligências visando identificar e localizar o autor. Durante patrulhamento pela Rua Vicente Soares, uma equipe policial visualizou um indivíduo com características compatíveis às observadas nas imagens do furto.
Durante a abordagem, o suspeito, de 35 anos, foi identificado. Em entrevista, ele confessou a prática do crime. Embora os produtos furtados não tenham sido localizados, o homem foi reconhecido pelas características físicas e pelas vestimentas utilizadas no momento da ação criminosa, registradas pelas câmeras de segurança.
Diante dos fatos, foi dada voz de prisão ao autor, que foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil para as demais providências legais.
A rápida atuação da Polícia Militar resultou na identificação e prisão do autor poucas horas após a prática do delito, reforçando o compromisso da instituição com a segurança da comunidade e a proteção do patrimônio.
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Encontro promoveu troca de experiências e fortalecimento do associativismo empresarial entre entidades de Patrocínio e Uberlândia

As ACIP/CDL realizaram uma visita institucional à Associação Empresarial de Uberlândia (ACIUB), em Uberlândia, com o objetivo de promover a troca de experiências e fortalecer o relacionamento entre entidades representativas do setor empresarial.
A comitiva das ACIP/CDL foi representada pelo presidente da CDL Patrocínio, Diego Magalhães Gabriel; pela superintendente das entidades, Ana Flávia Marques Pires Leite; e pela colaboradora Yulha Sousa.
Na ACIUB, os representantes foram recebidos pelo presidente, Fábio Túlio; pelo superintendente institucional, Márcio Bocchio; e pelo superintendente executivo, José Eduardo, que apresentaram a trajetória da entidade, seus projetos, programas e iniciativas voltadas ao fortalecimento do associativismo e ao desenvolvimento empresarial.
O encontro proporcionou um momento de conexão e compartilhamento de boas práticas, reforçando a importância da cooperação entre instituições que atuam em prol do empreendedorismo, da representatividade empresarial e do desenvolvimento econômico regional.
As ACIP/CDL agradecem a receptividade da equipe da ACIUB e a oportunidade de conhecer mais de perto sua atuação, destacando a relevância de iniciativas que promovem a integração entre entidades e contribuem para o aprimoramento contínuo dos serviços oferecidos aos associados.
Informou Funerária Fênix

Faleceu segunda-feira (15:6) em Patrocínio, o senhor Valdemar Alves da Silva, aos 74 anos.
Deixa as filhas Joyce e Aparecida, além de irmãos, demais parentes e amigos.
O velório será realizado na Funerária Fênix, a partir das 15h30.
O sepultamento ocorrerá hoje (15 de junho), às 17h30, no Cemitério Municipal de Patrocínio.
NOTÍCIA RELACIONADA
Evento do Sebrae Minas em parceria com ACIP/CDL promoveu capacitação e networking



As ACIP/CDL foram palco do Digitalize Patrocínio, evento do Sebrae Minas em parceria com as entidades, voltado à capacitação de empresários e profissionais para o uso estratégico do digital nos negócios.
Com palestras de Vinicius Gambeta, Marcus Tonin, Jony Lan e Iverson Iorio, o encontro trouxe insights, tendências e estratégias práticas para fortalecer marcas, impulsionar vendas e gerar conexões mais efetivas com o público.
Um dia de muito aprendizado, networking e troca de experiências, reforçando o compromisso das ACIP/CDL com a inovação e o desenvolvimento empresarial da nossa região.
Av. Faria Pereira, 3599 - Marciano Brandão, Patrocínio - MG, 38740-478

Informou Funerária Frederico Ozanam

Faleceu segunda-feira, 15 de junho de 2026 em Patrocínio /MG, Sr Jeová Afonso da Silva, aos 90 anos.
Deixa a esposa: Leonor Guimarães da Silva.
Deixa os filhos: Ricardo e Rogério, nora, netos, irmãos e demais parentes e amigos.
Cerimônia fúnebre nesta segunda-feira, 15/06/2026, na sala 03 da Funerária Frederico Ozanam a partir das 13h30min.
Sepultamento nesta segunda- feira, 15/06/2026 ás 17:00hs no Cemitério Municipal de Patrocínio.
A prisão foi na zona rural de Monte Carmelo e o investigado foi preso e conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Plantão em Patrocínio, juntamente com os materiais apreendidos.

No dia 13 de junho de 2026, a Polícia Militar realizou uma operação na região dos Paulistas, zona rural de Monte Carmelo, para cumprimento de Mandado de Prisão e Mandado de Busca e Apreensão expedidos pelo Poder Judiciário em desfavor de um homem de 29 anos investigado por envolvimento em furtos de gado.
A ação foi desencadeada após levantamentos e trabalhos de inteligência desenvolvidos pela Polícia Militar, que permitiram identificar o suspeito, apontado como responsável por causar prejuízos a produtores rurais da região.
Durante o cumprimento dos mandados judiciais, os militares localizaram e apreenderam um rifle calibre .22 equipado com luneta, além de diversas munições de calibres distintos e um aparelho celular, materiais que foram recolhidos para as providências legais cabíveis.
O investigado foi preso e conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Plantão em Patrocínio, juntamente com os materiais apreendidos.
A operação reforça o empenho da Polícia Militar no enfrentamento aos crimes praticados no meio rural, especialmente os furtos de gado e de café, garantindo maior segurança aos produtores rurais e fortalecendo a proteção do agronegócio na região.
Materiais apreendidos
• 01 rifle calibre .22 equipado com luneta;
• 44 munições calibre .22;
• 49 munições calibre 9mm;
• 15 munições calibre .38;
• 01 munição calibre 7,62;
• 01 aparelho celular.
Fonte: 46º BPM
3ª Jornada: O Mercado, o Carbono e o Café Regenerativo reuniu lideranças nacionais e internacionais em Monte Carmelo (MG) para debater ciência, mercado e a nova geopolítica do café

Com auditório lotado e a diretora-executiva da Organização Internacional do Café (OIC), Vanusia Nogueira, entre os debatedores, a 3ª Jornada: O Mercado, o Carbono e o Café Regenerativo transformou, na última quarta-feira (10/6) Monte Carmelo (MG) em palco das discussões mais relevantes do café global.
Realizado no Vivendas Festas e Eventos, o evento reuniu produtores rurais, pesquisadores, lideranças cooperativistas, representantes de mercado e especialistas internacionais em torno de uma certeza cada vez mais difícil de ignorar: o café regenerativo não é mais aposta de futuro, é exigência presente do mercado global, com prazos, regulações e oportunidades que chegam ainda em 2026.

DA TEORIA À EVIDÊNCIA: O QUE É, AFINAL, CAFEICULTURA REGENERATIVA?
O Painel I, mediado por Rodolfo Osório de Oliveira, da Embrapa Café, reuniu Yuri Nogueira Feres, da Rainforest Alliance Regenerative, e João Raiser, do CBH Paranaíba, e Maria Cecilia Ferronato, Sócia da ECCON Soluções Ambientais, para uma pergunta deliberadamente incômoda: o que separa uma fazenda genuinamente regenerativa de uma que apenas usa o termo?
O debate revelou o nó central do setor: não existe ainda uma definição universal de cafeicultura regenerativa, e essa ausência cria espaço tanto para inovação genuína quanto para greenwashing. Os especialistas apresentaram os dois modelos de certificação em disputa: o baseado em práticas (que verifica o que o produtor faz) e o baseado em resultados (que mede o que o solo e o carbono efetivamente registram). A diferença não é apenas técnica, é estratégica e comercial. Compradores europeus e americanos de alto valor já exigem o segundo modelo, com indicadores mensuráveis como a Respiração Basal do Solo e a Biomassa Microbiana como critérios objetivos de evolução.
O consenso prático alcançado foi claro: cafeicultura regenerativa é aquela que recupera o que a produção convencional degradou, a saúde do solo, a biodiversidade, a retenção hídrica, a captura de carbono, sem abrir mão da produtividade nem da qualidade. Para ter credibilidade de mercado, porém, precisa de evidência mensurável. Quem não puder provar, não poderá precificar.
"O café regenerativo não é mais uma discussão do futuro distante. Ele já é uma realidade que redefine produtividade, qualidade e acesso a mercados. Nosso papel é preparar o produtor para esse novo ciclo, conectando ciência, mercado, práticas regenerativas e competitividade." — Francisco Sérgio de Assis, Diretor Presidente da monteCCer
MERCADO DE CARBONO, FINANÇAS VERDES E O CAFÉ COMO ATIVO AMBIENTAL
O Painel II, mediado por Pedro Loyola, da FGV, com Elson Rocha Justino, Diretor Executivo do Sicoob Central Crediminas, e Cassandra Marcon Giacomazzi, fundadora da Nexo Estratégia & Sustentabilidade, e Natália Braulio dos Santos, que atua na área de Cidadania e Sustentabilidade do Sicoob, colocou no centro do debate uma questão que interessa diretamente ao bolso do produtor: como transformar práticas regenerativas em resultado financeiro concreto?
A sessão mapeou os instrumentos das finanças verdes, crédito diferenciado para quem adota menor impacto ambiental, seguros rurais voltados à produção regenerativa, e chegou ao ponto de maior interesse estratégico: o mercado de carbono. Com a promulgação da Lei 15.042/2024, que estrutura o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), o Brasil caminha para um mercado regulado de carbono em pleno funcionamento até 2030. Mas o mercado voluntário já opera.
E aqui o café regenerativo tem uma vantagem estrutural: ao ser carbono-negativo, capturando mais CO? do que emite, ele se qualifica para os créditos de remoção, a categoria mais valorizada do mercado global, com preços que podem superar em três a cinco vezes os créditos de evitação convencionais. O produtor que comprovar esse resultado com metodologia robusta passa a precificar seu café em dois mercados simultaneamente: o de grãos e o de carbono.
O cenário de insumos reforça o potencial da transição: o mercado brasileiro de soluções biológicas movimentou aproximadamente R$ 5 bilhões na safra 2023/2024, com crescimento médio anual de 21% nos últimos três anos, quatro vezes acima da média global, com projeção de R$ 9 bilhões até 2030.
GESTÃO DO AMANHÃ: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA PORTEIRA
A palestra central da tarde, ministrada por Sandro Magaldi sob o título "Gestão do Amanhã: Como a IA pode te ajudar?", apresentou de forma acessível como ferramentas de inteligência artificial já chegam à gestão das propriedades rurais, da análise de solo ao monitoramento de safras e à precificação de lotes especiais. A mensagem foi direta: a IA não substitui o olhar do produtor, mas reduz perdas e potencializa decisões. O programa Educampo Sebrae, apoiador do evento, tem levado essa agenda de gestão e tecnologia às propriedades da região.
MARCA, VALOR E O FUTURO DA FAZENDA DE CAFÉ
O Painel III, mediado por Camila Souza Ramos, do Valor Econômico, com Mônica Rayol e Ricardo Nicodemos, presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), provocou o auditório com uma pergunta direta: "Fazenda de Café: Sem Marca, Sem Valor. Tem Futuro?"
O debate tornou evidente que o produtor que investe na construção de identidade de origem tem acesso a nichos de mercado mais rentáveis e estáveis. Rastreabilidade certificada e transparência ao longo de toda a cadeia produtiva deixaram de ser diferenciais opcionais, passaram a ser requisitos de entrada nos mercados de maior valor. Consumidores globais pagam pelo que podem verificar.
A discussão apontou também para o papel das cooperativas como amplificadoras de marca: um produtor individual dificilmente chega ao consumidor final com identidade reconhecida. Uma cooperativa com posicionamento claro e histórico de qualidade, como a monteCCer no Cerrado Mineiro, tem condições de construir narrativa de origem com escala. O desafio é transformar reputação regional em valor capturado ao longo da cadeia.
O MUNDO QUE ESTÁ CHEGANDO: EUDR, CHINA E A JANELA DO BRASIL
O encerramento foi também o pico de densidade estratégica da jornada. O Painel IV "Panorama Mundial da Produção do Café: Onde estamos e para onde vamos?", mediado pelo Diretor presidente da monteCCer, Francisco Sérgio de Assis, teve participação de Marcelo Moreira, Consultor independente e colaborador da Archer Consulting, e como presença central Vanusia Nogueira, diretora-executiva da Organização Internacional do Café (OIC), organismo que representa mais de 98% da produção e do consumo mundial de café.
Ter a OIC em Monte Carmelo não foi protocolo, foi sinal de posicionamento: o Cerrado Mineiro está no radar das decisões mais relevantes do setor global.
"O mundo vive um cenário geopolítico complexo onde mercados, sustentabilidade e segurança alimentar estão profundamente conectados. O Brasil desponta com uma vantagem competitiva inegável devido à sua alta mecanização, forte ecossistema de pesquisa e maturidade do sistema cooperativista. A cafeicultura regenerativa e a capacidade de gerar créditos de carbono nos posicionam na liderança global. No entanto, precisamos comprovar nossos resultados com dados e evidências claras para acessar os mercados premium, que hoje compram de quem prova, e não apenas de quem promete." — Vanusia Nogueira, Diretora-Executiva da OIC
O debate situou o Brasil no contexto de um mercado global em rápida transformação regulatória. O Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR), com prazo para grandes operadores em dezembro de 2026, foi citado como referência do novo padrão de exigência: rastreabilidade de origem, evidência ambiental e documentação auditável. A direção é clara: o mercado premium global compra de quem prova, não de quem promete.
A leitura do painel foi unânime: o Brasil tem uma janela de oportunidade singular. Com capacidade produtiva, histórico de qualidade e crescente base científica em agricultura regenerativa, o país não precisa apenas se adaptar às novas exigências globais, pode exportar os parâmetros, os protocolos e a inteligência que as definem. O Cerrado Mineiro, nesse contexto, não é coadjuvante: é protagonista com nome e endereço.
"Os impactos da crise climática estão cada vez mais presentes e é preciso unir esforços para fortalecer as soluções existentes em torno de uma cafeicultura mais resiliente. Por isso, as discussões do evento foram construídas para preparar os produtores para o futuro." — Alessandro Rodrigues, Imaflora
HOMENAGEM AOS 45 ANOS DO CNC
Um dos momentos mais marcantes da programação foi a homenagem prestada ao Conselho Nacional do Café (CNC) pelos seus 45 anos de atuação em defesa da cafeicultura brasileira.
A homenagem reconheceu a trajetória da instituição na representação dos cafeicultores, na construção de políticas públicas para o setor e na defesa dos interesses da produção nacional ao longo de mais de quatro décadas.
"Receber esta homenagem em um ambiente que respira o futuro da cafeicultura nos enche de orgulho. O CNC tem trabalhado incansavelmente na construção de políticas públicas estruturantes, na defesa da correta aplicação do Funcafé e no apoio a ações fundamentais como o programa 'Café Produtor de Água'. Eventos de excelência como esta Jornada provam que o Cerrado Mineiro e o cooperativismo brasileiro possuem a união, a resiliência e a robustez científica necessárias para responder de forma afirmativa a qualquer exigência do mercado global." — Silas Brasileiro, Presidente Executivo do CNC
ALÉM DO DEBATE: REGENERAR TAMBÉM É CUIDAR DE GENTE
Em um dos momentos mais simbólicos do dia, foram entregues convites solidários (R$ 24 mil) e sobras do programa Sócio Ambiental Viveiro de Atitude (R$ 84 mil) a entidades de Monte Carmelo que cuidam de crianças e idosos, gestos que traduziram em ação concreta o espírito que o evento pregou ao longo de toda a programação. O Viveiro de Atitude, programa socioambiental da monteCCer que produz mudas de árvores nativas do Cerrado e repassa a renda a instituições sociais do município, está presente em mais de 21 municípios e alinhado a 11 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Cuidar da terra e cuidar das pessoas são, para a cooperativa, faces de um mesmo compromisso.
QUEM FEZ ACONTECER
A 3ª Jornada foi promovida pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado de Monte Carmelo (monteCCer), pelo Sebrae Minas, pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) e pelo Conselho Nacional do Café (CNC), com apoio do programa Educampo.
O CERRADO MINEIRO NA VANGUARDA
Ao fim do dia, com os participantes confraternizando e trocando contatos em um encerramento que reforçou o networking entre os diferentes elos da cadeia, ficou claro que Monte Carmelo não é apenas palco: é protagonista. O Cerrado Mineiro, reconhecido internacionalmente pela qualidade e consistência de sua produção, aposta na cafeicultura regenerativa como o caminho para manter e ampliar sua relevância em um mercado global cada vez mais exigente com sustentabilidade, rastreabilidade e responsabilidade ambiental.
A 3ª Jornada encerrou com a certeza de que o debate não termina aqui. Ele começa, de fato, na próxima manhã: dentro de cada fazenda.

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