20 de Maio de 2026 às 19:28

ATUALIZADA - Justiça condena trio por emboscada cruel, latrocínio e ocultação de cadáver do empresário Luisinho da Premoldados em Patrocínio (MG)

O crime com requintes de crueldade foi no dia no dia 17 de outubro de 2025

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PATROCÍNIO (MG) – Em decisão proferida pelo juiz José Rubens Borges Matos, da Vara Criminal e da Infância e da Juventude, três pessoas foram condenadas a penas que, somadas, ultrapassam 91 anos de reclusão. Igor Taniel Oliveira Matos, Jonatas Willian Pereira Cardoso e Cecília Alves Rodrigues foram considerados culpados pelos crimes de latrocínio consumado, extorsão qualificada (com emprego de arma branca) e ocultação de cadáver.

A sentença aponta que os réus agiram em concurso de pessoas e arquitetaram uma emboscada para atrair a vítima até um local ermo e com baixa vigilância, reduzindo drasticamente qualquer chance de defesa. O magistrado destacou a "extrema crueldade" da execução, detalhando que a vítima foi golpeada com 14 facadas em regiões vitais e, na sequência, atropelada. Após o assassinato, o trio ocultou o corpo.

As Penas e os Réus

As punições foram calculadas individualmente, seguindo o sistema trifásico do Código Penal, e somadas em razão do concurso material de crimes:

  • Igor Taniel Oliveira Matos: Condenado a 32 anos e 6 meses de reclusão, além de 178 dias-multa. O magistrado elevou a pena-base devido à maior reprovabilidade da conduta e, na segunda fase, compensou a atenuante da confissão com a agravante de reincidência.

  • Jonatas Willian Pereira Cardoso: Condenado a 30 anos de reclusão e 90 dias-multa. Teve a confissão espontânea reconhecida no crime de latrocínio, mas a pena intermediária não pôde fixar-se abaixo do mínimo legal, conforme diretriz da Súmula 231 do STJ.

  • Cecília Alves Rodrigues: Condenada a 29 anos de reclusão e 33 dias-multa. A ré teve a favor o reconhecimento da menoridade relativa e da confissão espontânea, também limitadas ao mínimo legal em suas fases intermediárias.

Regime Fechado e Prisão Mantida

Diante do volume das penas e da gravidade concreta dos crimes praticados com violência exacerbada, o juiz determinou que todos comecem o cumprimento da pena obrigatoriamente no regime inicial fechado.

O direito de recorrer em liberdade foi negado aos três condenados. O magistrado sustentou que os motivos que justificaram a prisão preventiva ao longo do processo permanecem válidos, destacando a necessidade de garantir a ordem pública em razão da "altíssima periculosidade" do trio.

A exigibilidade das custas processuais foi suspensa apenas para Cecília Alves Rodrigues, por ser assistida pela Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais. Após o trânsito em julgado, os direitos políticos dos envolvidos serão suspensos.

Emboscada, Extorsão e Brutalidade: Como a ganância levou ao assassinato de empresário em Patrocínio

O processo judicial referente ao caso do assassinato do empresário Luiz Antônio da Silva, ocorrido na comarca de Patrocínio (MG), reconstrói minuciosamente uma trama de planejamento, emboscada e extrema violência que culminou na condenação de três pessoas pelos crimes de extorsão qualificada, latrocínio e ocultação de cadáver.

A Atração e a Emboscada

O crime aconteceu na noite de 17 de outubro de 2025, por volta das 21h23. De acordo com os autos do processo, a acusada Cecília Alves Rodrigues, que já conhecia a vítima e mantinha relações comerciais de programas sexuais, serviu como "isca". Ela atraiu o empresário combinando um encontro e sugerindo que saíssem para comprar entorpecentes.

O plano, arquitetado previamente com o companheiro de Cecília, Jonatas Willian Pereira Cardoso, visava inicialmente subtrair dinheiro da vítima por meio de transferências bancárias. Ao chegarem a uma praça no bairro Morada Nova, Jonatas e o terceiro comparsa, Igor Taniel Oliveira Matos, abordaram a caminhonete S10 da vítima.

A Extorsão sob Constrangimento

Uma vez dentro do veículo, os criminosos restringiram a liberdade do empresário. Sob forte ameaça exercida com o uso de armas brancas — incluindo uma faca e uma machadinha —, ele foi obrigado a fornecer senhas de segurança e realizar duas transferências via PIX que totalizaram R$ 6.100,00 para a conta de Igor Taniel.

A Escalada de Violência e o Assassinato

A situação escalou para a violência letal quando o veículo se deslocou para uma estrada vicinal na Fazenda Esmeril, às margens da Rodovia MG-230. Diante da resistência do empresário em ceder mais dinheiro e de uma tentativa de fuga, Igor Taniel retirou a vítima do veículo e passou a desferir diversos golpes de faca. O Laudo de Necropsia juntado ao processo apontou a extrema crueldade do ato: foram desferidas 14 perfurações contra regiões vitais.

Ato contínuo, enquanto a vítima estava caída ao solo, Jonatas Willian manobrou a caminhonete S10 e passou com as rodas do veículo por cima do corpo do empresário. O laudo pericial confirmou o óbito por politraumatismo decorrente de ações cortocontundentes e de atropelamento.

Ocultação e Roubo dos Bens

Consumado o assassinato, os réus arrastaram o corpo por cerca de 7,90 metros para dentro de uma plantação de café, ocultando o cadáver sob os arbustos. Mesmo após a morte da vítima, os criminosos utilizaram o celular do empresário para efetuar uma nova transferência bancária via PIX no valor de R$ 10.000,00. Na sequência, fugiram levando a caminhonete, cartões bancários, um relógio de luxo e o celular do falecido.

Perseguição Cinematográfica e Prisão

A jornada criminosa terminou horas depois na região de Patos de Minas. Durante uma operação na rodovia, policiais militares rodoviários suspeitaram da caminhonete S10 prata e emitiram ordem de parada. Jonatas, que dirigia o automóvel, desobedeceu e iniciou uma fuga em alta velocidade, realizando manobras perigosas na BR-365.

Após montagem de cerco policial pelas ruas da cidade, o veículo ficou encurralado em uma via estreita. Jonatas foi detido no local, enquanto Igor e Cecília tentaram escapar a pé por becos residenciais, mas acabaram alcançados. Com eles, a polícia recuperou os pertences pessoais do empresário e as armas do crime com marcas de sangue. Diante das contradições e das evidências de sangue humano dentro e fora do veículo, os policiais conseguiram, a partir de indicações geográficas feitas por Cecília na viatura, localizar o corpo ocultado no cafezal em Patrocínio.

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